Tenho andado adoentada e a tentar refazer a minha vida.
Para além de uma presença no hospital, em pleno dia 1, com uma cachopa doente... nada como o meu carro roubado no dia 2... Roubado, roubado... que é como quem diz, partiram o vidro e não levaram nada. Camelos. Podiam ao menos ter apanhado os vidros. Aqui a burra é que ainda teve de apanhá-los, não é? Detesto ladrões que não acabam o serviço.
Bem, o carro já está em ordem. O resto não interessa.
Também eu fui apanhada de surpresa com o falecimento da Daniela. E, como sou muito desajeitada a expressar sentimentos tristes, resta-me dizer que a morte tem tanto de brutal e horrendo como de fascinante e incompreendido. Eu acredito que não é o fim de tudo. Acredito em alma, em energia, em céu e inferno, em justiça cósmica, em laços que não podem nunca ser quebrados. Choramos com a morte dos outros, porque precisamos da presença física deles, choramos com a morte dos outros, porque tememos a nossa própria morte.
Eu bem digo que nada é nosso...
Aliás, apetecia-me falar um pouco sobre a minha própria morte, mas tenho medo, nesta fase tão sensível e triste do nosso universo blogosférico, que alguém se sinta melindrado ou que esteja mais suscetível.
Paciência, fica para outra altura.
Mas a Daniela está bem, tenho a certeza, apesar do sofrimento que marcou o seu fim de vida. Foi tudo tão súbito... Os pais é que devem estar numa angústia indescritível - não imagino dor maior do que essa, sinceramente.
Aproveito para dizer que fiz o meu rastreio mamário há coisa de pouco tempo. Sei lá... um mês, dois? Tenho as bubbies com uma constelação de microquistos, tenho de andar vigilante. Demorei algum tempo a fazer o exame, não só porque era a minha primeira mamografia (até então, só fazia eco mamária), mas também porque estava cheia de medo.
O medo, tal como a morte, é estúpido, não é?
Quanto à minha dieta, lá vai indo. E vai indo bem. Cheguei à conclusão de que só conseguirei obter resultados se não for equilibrada. Digam-me qual é o crime de comer um códrado de chocolate preto?! Nenhum! Tem pouquíssimas calorias! Mas, na verdade, eu sei que se comer o dito códradinho, há a forte probabilidade de comer a tablete toda. E depois... o sentimento do costume: perdida por cem, perdida por mil e aqui vou eeeeuuu...
Optei por:
- beber leite (magro) com café e torrada ou pão com manteiga (o pão é de centeio ou cereais, a manteiga é light) ao pequeno-almoço;
- uma peça de fruta e, se for muito difícil aguentar, um iogurte* também, a meio da manhã;
- um pouco de carne/peixe com um pouco de arroz ou massa ou batata e muita salada e/ou legumes ao almoço (de preferência, cozido, grelhado... mas se for um panado, por exemplo, como na mesma, não tenho possibilidade de grandes esquisitices...);
- leite ou iogurte e três bolachas torradas/maria/de água e sal (se continuar com fome, como uma peça de fruta), ao lanche;
- sopa e uma peça de fruta (se me deitar tarde, tomo leite ou bebo um iogurte).
De vez em quando, talvez troque o pão ou as bolachas por cereais, ou a fruta da noite por uma gelatina*...
Acho que é realista e vai de encontro aos meus gostos pessoais (por exemplo, nada me dá mais prazer e aconchego do que beber um leitinho quentinho ou café** à noite... fico tão calminha, tão boa pessoa!)
Tentarei beber mais água e chá... e calcorrear mais vezes a minha passadeira. Tentarei.
Est post já está enjoativo de tão longo. Não sei como tive paciência para tanta diarreia verbal....
* quanto aos iogurtes e à gelatina... compro os mais baratos que há no mercado, queridas amigas. Não invisto em produtos light, a não ser na manteiga e no leite (neste caso, magro) por uma questão de gosto, não de calorias. Prefiro açúcar a edulcorantes! Aliás, nem uso açúcar para adoçar nada.Quanto aos iogurtes, que se lixe, quero lá saber. Não é por 50 calorias a mais ou menos que vou perder ou ganhar peso. Desde que não desate a comer iogurtes como uma doida... (not)
** Posso beber café à vontade que durmo na mesma... e até me acalma!