Amigos Bolachudos

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Lembrei-me dele, de repente...

Pois é... eu tenho um lado dramático-escuro que me faz gostar destas coisas... Ópera, metal sinfónico, romances épicos...

Por isso, A-D-O-R-O  este homem! Tem uma voz de baixo-barítono lindíssima, que lhe sai de um pujante metro e noventa. É uma voz poderosa e intensa, mas que também consegue, em certos momentos, ser doce e expressiva.

Cá está ele a fazer um impecável Scarpia, na ópera Tosca, do Puccini:


Lindoooooo!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

#1 Balanço

Com o tempo tenho vindo a melhorar.

Cada vez mais sou uma pessoa melhor. Mais tolerante, mais gira, mais segura. Absolutamente suculenta e luminosa. E muito tranquila.

Lamentavelmente, continuo com mau feitio e não me parece que esteja com tendência para mudar. Também estou menos católica e vou à missa quando as minhas filhas me obrigam. Estou menos lisa e tonificada, menos preocupada com o que os outros pensam sobre mim.

Feitas bem as contas, se me perguntassem qual o meu pior defeito neste meus 42 anos de vida, diria que o que se destaca mais entre os muitos que tenho é, sem dúvida, a minha propensão para a irascibilidade. Passa-me uma coisa pela cabeça, fico completamente ceguinha, e lá vai tudo pela ribanceira abaixo.

(Acho que é por isso que durmo bem e que nunca fico zangada com ninguém.)


domingo, 28 de abril de 2013

Todas as unhas são filhas de Deus!!!

Amigas, esta parola que vos escreve não entende nada de nada, mas é com enorme carinho que vos peço para não pintarem de cor diferente a unha do dedo anelar.

Lembro-me sempre daquela vez em que a janela do meu quarto (de solteira) caiu em cima do meu dedinho lindo... e eu andei décadas e décadas com a unha negra... e diferente das outras nove!

Este triste destaque de que a minha pobre e doce unhinha foi vítima faz-me, agora, olhar com preocupação para mãos como estas:

pintarunhas.com.br
dicasdy.blogspot.com






Naturalmente que não tenho nada a ver com os gostos de cada pessoa, mas, prontosssssss.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Não sei que raio de título devo dar a este post

Hoje vou ser tolerante e justa. Comigo.

Bolacha, tu não és má pessoa. Tens tido uma vida estúpida e todos, até a tua própria mamã, aproveitam a tua habitual boa disposição para despejarem em ti o cansaço, a raiva, o mau humor, a frustração e a impaciência. O que faz com que a tua vida fique ainda mais estúpida.

Ultimamente, andas cansada, é certo. São milhentas coisas para gerir. Quando tu dizes que não tens tempo para fazer exercício físico, é porque não tens MESMO. Quando dizes que não tens tempo para fazer tudo, é porque não tens, e ninguém mais teria. Seria impossível. E nós sabemos disso...

Olhas com carinho para quem te diz que tens de parar e descansar. És bem-educada, agradeces e dás razão a quem te dá conselhos desta índole. Mas nós sabemos que 'parar' seria por internamento, rapto ou morte e tu não estás para aí virada.

Deixa lá, Cookie, quando fores velhota, hás-de estar sentada num sofá bolorento do lar de terceira idade que te acolheu. Então, aí, desdentada, incontinente e de olhar perdido no vazio, vais poder descansar. É pena que, nessa altura, já não te recordes do teu nome, mas paciência.

Sim, Bolachinha, sim, é verdade que és desorganizada... Faz parte do teu charme, não é, minha querida? Então, vê se começas a ser menos charmosa e a entrar nos eixos. Quando queres, és um must. E tu sabes disso.

Olha, amiguinha, eu já estou a ficar um bocado saturada de estar para aqui a gabar-te e a ter pena de ti. É muito cansativo e um bocado estranho, no mínimo. Deves ser mesmo uma totó qualquer, já que não arranjas ninguém a não ser tu mesma para estar com esta conversa idiota.

(Parva).

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Perguntas sem resposta

Porque é que...

és tão desorganizada?
geres tão mal o teu tempo?
és tão preguiçosa?
bebes tanto leite?
comes tanto?
tens tantas olheiras?
estás sempre com piadas parvas?
não és agarrada ao dinheiro?
gostas de arrancar ervas daninhas?
não sabes fazer tricot?
não sabes andar de bicicleta?
tens nojo de minhocas?
não cortas o cabelo?
tens medo de morrer?
não tens outro filho?
não te viras para o outro lado e dormes?
detestas carne de vaca?
não suportas gabarolas?
és uma gabarolas?
comes galinholas?
roubas camisolas?
pegas nas sacolas?
Qu'é que foi? O blogue é meu! Eu digo o quero!
Onde é que eu ia? Ah!
maltratas-te tanto?
aguentas tanto?
tens tanta paciência?
e comes como um boi?
e como uma vaca?
e um porco?
mas um porco muito gordo e com muita fome?
cor-de-rosinha e com o rabiosque retorcido?
muito fofinho e gugu-dadá?
e...

Vou jantar.
 

Eu tenho um espelho em casa

Mas não tenho olhado para ele.

Tem sido assim:

1- banho rápido, sem tempo de cremes, perfumes e maquilhagens;
2- unhas curtas, vernizes guardados;
3- lavo os dentes com uma mão e penteio o cabelo com a outra;
4- roupa... não sei... acho que não tenho saído nua (pelo menos, ninguém se queixou ainda).

Fora estes rituais de higiene em automático... é uma salada mista de trabalho, filhas, casa. Mais nada.

Tudo a contra-relógio.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sobre a força de vontade

Sou pouco dada a 'forças de vontade' e é dos conselhos que menos dou, porque é simplesmente irritante.
Se alguém me diz "tens de ter força de vontade!", apetece-me logo mandar essa pessoa à dhgygfkubsdcjsfues e dizer-lhe "és uma grandessíssima filha da kudfhgvugb".

(Mas nunca digo, só penso, que cá a  Bolacha é uma lady.)

Ora, de maneiras que eu acho que o melhor conselho ou empurrão que se pode dar a alguém que precisa de.... força de vontade (humpf...) é dizer-lhe simplesmente: "compreendo a tua situação, é difícil, mas tens de fazer" E, se eu não fosse uma lady, acrescentaria, "e não me venhas com iuhvgsubdfb".

O que tem de ser feito, tem de ser feito sem grandes teorias, forças ou vontades.

Pergunta: alguém que se levante às 6h da manhã tem força de vontade?
Resposta: não.
Pergunta: qual é a técnica usada?
Resposta: é levantar o pandeiro da cama e não pensar.

Neste momento, esta vossa Bolacha que vos escreve, já tomou um belo banho, já pôs creme hidratante/ base, blush, rimmel (o gloss fica para depois), já se perfumou, já se vestiu, já regou plantas e está agora a tomar o pequeno-almoço e a escrever estas baboseiras.

São 7h05 da manhã.

Bom dia!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sobre a minha tristeza

Antes de mais, quero agradecer a todas as que me deram empurrões de mimo, carinho e ânimo.
De coração, digo-vos: obrigada.

Mas eu estou bem, sabem? A sério. O facto de eu estar triste, não significa que eu seja triste, são realidades diferentes. Não estou doente e não me sinto deprimida. Simplesmente, esta é a minha maneira de ser, e que tenho aprimorado com o tempo e com as experiências de vida - gosto de sentir tudo e de todas as maneiras. Ou, se não gosto, tento não fugir das sensações e das emoções menos boas. Aliás, faço minhas as palavras de Álvaro de Campos, um dos heterónimos de F. Pessoa: "Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. /
Sentir tudo de todas as maneiras" 


Somo seres emocionais. A nossa riqueza sensitiva permite-nos experimentar uma vasta gama de emoções, incluindo as que são menos agradáveis, tais como a tristeza, o ciúme, a inveja, a raiva. Não podemos fazer de conta que não as sentimos, temos de vivê-las e de aprender com elas a conhecer-nos. Eu sei que estamos numa sociedade que valoriza o prazer, a comodidade... Obviamente que todos nós buscamos a felicidade e o bem estar, mas nunca poderemos evitar a morte, a injustiça, o egoísmo e a indiferença dos outros e tantas situações que nos trazem sofrimento. Por isso, eu defendo a ideia de que, se estamos tristes, devemos sentir essa tristeza; se sentimos raiva e mágoa, temos de expressá-las; se temos inveja ou ciúmes, não faz mal, é humano, basta tentar compreender porquê... Tentar reagir às emoções desagradáveis, muitas vezes, é uma forma de fugir ou de as entranhar ainda mais. É que elas não vão embora assim de repente, ficam  mas é lá no fundo, bem agarradinhas... Julgamos que foram embora, que não! que não estou nada desanimada, deixa-me lá ir à luta!, isto não é nada e a vida continua... Mas, na maior parte das vezes, eu verifico que a dor continua escondida e a fazer estragos maiores do que se tivesse saído no momento certo.

Atenção que eu não defendo que não se reaja em determinadas situações. Por exemplo, quando a tristeza dá lugar à depressão; quando a raiva é incontrolável e violenta; quando a inveja nos faz ser azedos e destrutivos... e por aí fora...
Ufa, acho que consegui dizer tudo. Será que consegui explicar-me bem?!

Não existe ninguém que esteja sempre feliz e bem disposto. Eu preciso da minha melancolia, eu preciso dos meus ímpetos de mau génio para passar, novamente, à alegria e à boa disposição. A melancolia ajuda-me a serenar o espírito e a ver melhor, quando as águas estão turvas; os acessos tempestivos de mau génio são purificadores e desintoxicantes.
Isto para não falar dos meus ataques de idiotice filosófica - será que alguém está a perceber alguma coisa?


Eu estou bem, gente, não se preocupem. Inclusivamente, eu e as bombocas fartamo-nos de cantar hoje, às 6h50 da manhã, a "Ó Laurindinha, fecha a janela". Experimentem!! É ótimo!!!! Usem uma voz fininha, soltem os pulmões e cantem: "Ó Laurindiiiiiiinha, fech'áááá janeeeeeela..." O Zé Biscoito está em Lisboa e não temos vizinhos, ceeeerto?


domingo, 3 de outubro de 2010

Parte 3

Continuo nostálgica e apagada.

De facto, fora de casa, tenho mesmo de me rir menos, de brincar menos, de apalhaçar menos.
Estratégias: fingir que estou azeda, choca, enjoada; emitir comentários e pareceres sérios, intelectuais, convencionais; colar o lábio de cima ao lábio de baixo, só descolando, quando quiser dizer alguma coisa mesmo importante.

E, não, as mães não podem morrer com filhos tão pequenos. Não consigo aceitar.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Quando falam mal de nós

Não me importo nada que falem mal de mim nas minhas costas. Prefiro essa atitude do que chegarem junto de mim e me dizerem "as verdades na cara".

Primeiro, porque eu posso nunca ter pensado muito sobre o assunto e ficar sem resposta. Por exemplo, se alguém vem ter comigo e me diz "és uma grandessíssima incongruente", eu fico sem saber o que dizer.  E se eu não sei o significado de incongruente e ainda tenho de ir ao dicionário? Grande trabalheira e não vale a pena o esforço. (Eu até cá acho que incongruente é uma palavra muito chique e cheia de estilo.)

Segundo, posso ter de fazer uma grande peixeirada para me defender. Imaginem alguém que vem ter comigo e diz "minha besta, roubaste-me 10 cêntimos da minha carteira!". No caso de ser falso, eu não posso ficar com a minha honra afectada. Vou ter de dizer "ó minha badalhoca esta é a palavra mais feia do dicionário de língua portuguesa, julgas que estás a falar com quem, hã? achas que eu alguma vez iria tocar na sebenta da tua carteira, tão alcoólica e imunda como tu, para te tirar 10 cêntimos que tu ganhaste ali a matar piolhos, minha ordinarona?" outra palavra feia Depois, é claro, tinha de se resolver tudo ao pontapé e à galheta. E eu ODEIO peixeiradas, pontapés e galhetas, é bom que se saiba.

Terceiro, posso desiludir quem me vem dizer frontalmente "as verdades". Se me disserem, cara na cara, "és uma irresponsável e uma preguiçosa, que adia tudo para a última da hora", eu vou ter de dizer com muita vergonha e frustração "pois sou, é verdade". Como é que vai ficar a pessoa que me disse "as verdades" na cara? Mal! Ela estava à espera que eu dissesse "irresponsável é a tua avó" e eu vou desiludi-la. Eu não gosto de desiludir ninguém!

Quarto, eu não acredito em "verdades". A verdade é tudo aquilo em que nós acreditamos e eu acredito que temos sensibilidades, disposições e perspetivas diferentes. Mais nada.

Por isso, não me importo que falem mal de mim nas minhas costas. Simplesmente, quero lá saber.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Só um reparo em relação ao post anterior

Quando eu disse que deixei cair a varinha mágica em cima do pé, é a da sopa, está bem? Não quero que andem para aí mal-entendidos e que julguem que ando a deixar cair a outra, assim por dá cá aquela palha! Ah, pois não ando!