Amigos Bolachudos

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O casamento dos outros



Que o meu falhou é uma verdade inegável. Mas que também não queria ter o casamento de algumas pessoas que conheço também é uma bela verdade.

Conheço de tudo um pouco. Talvez por me ter divorciado, muitas pessoas que sabem desse facto sentem-se à vontade para desabafarem as amarguras da vida conjugal. Que já não têm vida sexual há 4 anos, que mal se falam, que sabem que o marido anda com outra, que são insultadas, que... que...

O mais interessante é que estes desabafos vêm de quem menos se espera. Acreditem-me, pois eu própria ainda ando a digerir certas confidências que me têm feito.

Não critico. É muito, mas muito mais difícil sair de um casamento, com filhos e partilhas à mistura, do que aguentar um casamento mastigado, bolorento e seco. Mesmo os que envolvem agressão não são fáceis de acabar e só posso ser imensamente solidária com quem é vítima de uma relação violenta.

Há também a opção de se arranjar uma relação extraconjugal, como forma de manter (entenda-se, aguentar) o casamento... As aparências perante a sociedade e a comodidade financeira mantêm-se, mas o envolvimento físico e íntimo, esse, muitos vão buscar a outro lado.*

Cada um sabe o que quer para si, é bem verdade, mas cada vez mais sinto o meu divórcio** como uma oportunidade que a vida me deu para encontrar o que quero para mim. Apesar do travo amargo que deixa sempre na alma, a verdade é que sinto estes últimos dois anos como uma terapia de libertação e de purificação.

Daí que os temas do minimalismo, do destralhamento (adoro esta palavra! obrigada, povo brasileiro, vocês sabem como enriquecer a nossa língua!) e da simplicidade cada vez mais orientam a minha vida e a melhoram!***

Bem hajam todos e todas com quem eu aprendo a simplificar a minha vida e que me inspiram a cada momento!
Ó blogamigas, esta também era para vocês! ;)

* Veja-se a quantidade crescente de sites que promovem esse tipo de relações: Casadas & Infiéis, Second Love, Encontros Privados... (Bolas, a fidelidade e a lealdade já não valem nada?!)

** Apesar de tudo, continuo a ser pró-casamento.

*** A dieta e o divórcio fazem parte deste processo. Mas só há pouco é que constatei esta realidade... Estranho, não é?


Exemplo de um casamento por amor.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

2_Simplificar_Balde do lixo

Ando há  anos a procurar um sistema que se adapte ao meu modo pouco paciente e/ou preguiçoso (ainda não descobri) de ter as coisas em ordem.

Vejamos o caso do balde do lixo.

Não gosto de nenhum destes:

Temos de carregar no estafermo do pedal para deitar o lixo fora. Não dá muito jeito para lavar
Pouco prático.

Nem pensar!
Com tampa basculante? Não dá jeito nenhum! Temos sempre de tocar na tampa para deitar alguma coisa fora. E se quisermos deitar fora os restos dos pratos? Abrimos a tampa com a língua? Ok, podemos tirar a tampa nessa altura, mas continua a ser muito grande, logo, pouco jeitoso, para lavar.
Não, nem pensar. Pouco prático.

BALDE PARA LIXO COM TAMPA 16 Lts
Já está melhor! Tira-se a tampa para o lado e é só usar! Mas continua a não ser muito prático para lavar....

Até que, um dia... descobri o meu balde do lixo perfeito! Obrigada, Sr. Belmiro de Azevedo! Obrigada, balde de pipocas! Agora, sim, sou uma dona de casa feliz!!!!

Cá está ele!

À frente...
Atrás...
Tem a grande vantagem de estar em cima da banca, enquanto cozinho ou arrumo a cozinha, tornando a minha vida mais prática (ai, o que eu adoro esta palavra!). A "boca" é larga, não há pedal, não está escondido no armário, nem tenho de me baixar ou deslocar muito, para deitar lixo fora.
Também é facílimo de lavar (sempre que eu queira e na própria banca) e nunca deixa acumular muito lixo.
Sempre que não está a ser usado, vai para um cantinho da cozinha.
   
Pronto! É assim a vida de uma preguiçosa, que quer ter tudo à mão e não tem paciência para grandes atalhos! ;)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Lembrei-me dele, de repente...

Pois é... eu tenho um lado dramático-escuro que me faz gostar destas coisas... Ópera, metal sinfónico, romances épicos...

Por isso, A-D-O-R-O  este homem! Tem uma voz de baixo-barítono lindíssima, que lhe sai de um pujante metro e noventa. É uma voz poderosa e intensa, mas que também consegue, em certos momentos, ser doce e expressiva.

Cá está ele a fazer um impecável Scarpia, na ópera Tosca, do Puccini:


Lindoooooo!

sábado, 22 de junho de 2013

BPB_Banco Privado da Bolacha

Os frascos de compota vazios são excelentes cofres...
Comecei há pouco com esta brincadeira. As de 2 euros, em março; as de 1, 2 e 5 cêntimos, na semana passada.

Por outras palavras, junto moedas de 2 euros, sempre que me vêm parar às mãos, e todas as moedas "pretinhas" que eu tiver na carteira, no final de cada dia.
Nada como um belo frasco de café solúvel
para guardar dinheiro!

Relativamente às moedas de 2 euros, tenho uma regra e que sigo à risca: só valem as moedas que me saírem em trocos e, portanto, que sejam fruto do acaso. Não as procuro propositadamente, nem peço a ninguém para trocar... simplesmente, aguardo que entrem na minha carteira, vindas da mão da menina da padaria ou do rapaz que me serve o café, da máquina de pagamentos do estacionamento ou do (humilde) prémio do Euromilhões... Tanto faz.

Quanto às "pretinhas", é um ritual engraçado depositá-las no mealheiro improvisado, ao fim do dia... Não é muito, mas lembra-me sempre que, mesmo o mais simples e pobre, pode ter o seu valor. Além de que "grão a grão..." :)






sexta-feira, 21 de junho de 2013

1_Destralhar_Doar, deitar fora

Continuando com esta necessidade de desentulhar a minha vida, como já aqui foi proclamado, eis mais algumas cenas de desintoxicação doméstica:

Lenços e écharpes rosa... Adeus!
Mas que raio é isto?! Nunca usei sequer!
Uau! Lenços com o nome e
o monograma do ex...
Fora! Estão oxidadas e feiosas.

E tralha e mais tralha e mais tralha!!
FORA!!!!!!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

"Quem muda, Deus ajuda"

(Antes de mais, lamento ainda não ter concluído a ideia do meu post anterior. Ora porque o tempo é escasso para visitar o meu canto, ora porque a conclusão do meu raciocínio é um pouco desagradável e tenho de ter cuidado para não ferir suscetibilidades. Mas hei de chegar lá.)

Estou farta do castanho chato do meu cabelo. Farta, farta, farta.

Cabelo chato, vulgar e castanho.
E chato.
E castanho.
(Maio 2012)
Sempre tive cabelo bem escuro, quase preto. Combinado com pele branca e sobrancelhas grossas e bem delineadas, sempre resultou bem.
A minha cor natural.
Quase preto!
Depois vieram os cabelos brancos e a coleção já é considerável. Por isso, toca a pintar. Castanho bem escuro, igual ao natural... castanho mais claro.... madeixas na base dos castanhos... experiência monstruosa com madeixas claras em cabelo castanho... retorno ao cabelo castanho. Já não tão escuro, que isto de ter 42 anos já não pede tal cor (porque vinca demais as feições), mas castanho na mesma.

E liso, sempre esticadinho semanalmente, contrariando a minha ondulação natural.

Depois...

Depois, veio o divórcio, a crise, os cortes nos vencimentos e nos subsídios, e abandonei a visita semanal ao cabeleireiro para passar a comparecer apenas para a coloração mensal.

Conclusão, retorno ao castanho, sim, mas também ao cabelo ondulado e pujante. E comprido, depois de tantos anos de cabelo médio...

Médio... liso... castanho... UMA SECA!!!!!

Agora, sim, comprido, ondulado, pujante! Mas... o que é que está a faltar?...

??? ????

!!! É a cor!! É que estou mesmo farta do castanho chato do meu cabelo!

O natural é bonito? Pois é! Mas para isso andava de cabelo grisalho, que o meu natural já se foi à vida. E eu não quero! Portanto, o que estava mesmo a faltar era mudar de cor! RUIVO!!!! Quero ruivo!!!!!

Comprido, ondulado, pujante e ruivo - this is me!!!!!!

Mas quero um ruivo assim, como o das minhas queridas e velhas amigas Julia Roberts, Scarlett Johansson e Ana Paula Arosio:




SERÁ QUE VOU FICAR BEM???!!!!
Depois eu mostro o resultado, ok?


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Vale a pena fazer dieta?

Queridas amigas:

Quando criei o blogue “As Aventuras de Maria Bolacha”, pretendia reforçar a minha motivação em perder peso e recuperar a forma física, partilhando conquistas e fracassos e promovendo a minha própria reflexão sobre o assunto. Graças a ele, tenho conhecido gente querida, com quem muito tenho aprendido e de quem retiro força, exemplo e carinho.

Ora acontece que, neste momento, este blogue pouco nada oferece que seja verdadeiramente útil ou inspirador, pelo menos a quem pretende perder peso. Nem mesmo para mim é útil ou inspirador, convenhamos…

E sabem porquê? Porque perder peso deixou de ter sentido para mim!

Ou melhor dizendo, vale a pena perder peso de forma tão controlada e restritiva? Que garantia temos de que não voltaremos aos hábitos de sempre? O que nos fará acreditar que já não precisamos de fazer dieta - o facto de termos atingido o peso ideal?

Não será mais importante mudarmos ou melhorarmos a nossa filosofia de vida, de forma a que a perda saudável de peso não seja mais do que uma consequência natural de todo o processo?

(continua, em breve)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

#1 Balanço

Com o tempo tenho vindo a melhorar.

Cada vez mais sou uma pessoa melhor. Mais tolerante, mais gira, mais segura. Absolutamente suculenta e luminosa. E muito tranquila.

Lamentavelmente, continuo com mau feitio e não me parece que esteja com tendência para mudar. Também estou menos católica e vou à missa quando as minhas filhas me obrigam. Estou menos lisa e tonificada, menos preocupada com o que os outros pensam sobre mim.

Feitas bem as contas, se me perguntassem qual o meu pior defeito neste meus 42 anos de vida, diria que o que se destaca mais entre os muitos que tenho é, sem dúvida, a minha propensão para a irascibilidade. Passa-me uma coisa pela cabeça, fico completamente ceguinha, e lá vai tudo pela ribanceira abaixo.

(Acho que é por isso que durmo bem e que nunca fico zangada com ninguém.)


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Destralhar e nutricionista

Agradeço a todas as blogamigas que me tentaram ajudar!

Se há pessoa que detesta acumular o que não se usa sou eu. Mas confesso que é difícil deitar fora estes símbolos de uma vida inteira. Não é tanto para guardar a memória dos tempos antigos, mas porque me custa amputar uma parte de mim.

Estranho, não é?...

Já agora, fui à nutricionista. Engordei 2 kg, mas não é nada que me admire muito.

Por este motivo, regresso (por dia):
- às duas fatias de pão (com fiambre, presento, manteiga magra, por ex.)
- a um laticínio
- a carne ou peixe à vontade (desde que confecionado com pouca gordura e só com azeite, alho e ervas aromáticas como tempero)
- ao pepino, alface e agrião como acompanhamento.

Nada de fruta ou sopa. Gelatina light - até 1 litro por dia.

Beijocas para todas.

domingo, 28 de abril de 2013

Todas as unhas são filhas de Deus!!!

Amigas, esta parola que vos escreve não entende nada de nada, mas é com enorme carinho que vos peço para não pintarem de cor diferente a unha do dedo anelar.

Lembro-me sempre daquela vez em que a janela do meu quarto (de solteira) caiu em cima do meu dedinho lindo... e eu andei décadas e décadas com a unha negra... e diferente das outras nove!

Este triste destaque de que a minha pobre e doce unhinha foi vítima faz-me, agora, olhar com preocupação para mãos como estas:

pintarunhas.com.br
dicasdy.blogspot.com






Naturalmente que não tenho nada a ver com os gostos de cada pessoa, mas, prontosssssss.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Disto e daquilo

Tenho andado adoentada e a tentar refazer a minha vida.

Para além de uma presença no hospital, em pleno dia 1, com uma cachopa doente... nada como o meu carro roubado no dia 2... Roubado, roubado... que é como quem diz, partiram o vidro e não levaram nada. Camelos. Podiam ao menos ter apanhado os vidros. Aqui a burra é que ainda teve de apanhá-los, não é? Detesto ladrões que não acabam o serviço.

Bem, o carro já está em ordem. O resto não interessa.

Também eu fui apanhada de surpresa com o falecimento da Daniela. E, como sou muito desajeitada a expressar sentimentos tristes, resta-me dizer que a morte tem tanto de brutal e horrendo como de fascinante e incompreendido. Eu acredito que não é o fim de tudo. Acredito em alma, em energia, em céu e inferno, em justiça cósmica, em laços que não podem nunca ser quebrados. Choramos com a morte dos outros, porque precisamos da presença física deles, choramos com a morte dos outros, porque tememos a nossa própria morte.

Eu bem digo que nada é nosso...

Aliás, apetecia-me falar um pouco sobre a minha própria morte, mas tenho medo, nesta fase tão sensível e triste do nosso universo blogosférico, que  alguém se sinta melindrado ou que esteja mais suscetível.

Paciência, fica para outra altura.

Mas a Daniela está bem, tenho a certeza, apesar do sofrimento que marcou o seu fim de vida. Foi tudo tão súbito... Os pais é que devem estar numa angústia indescritível - não imagino dor maior do que essa, sinceramente.

Aproveito para dizer que fiz o meu rastreio mamário há coisa de pouco tempo. Sei lá... um mês, dois? Tenho as bubbies com uma constelação de microquistos, tenho de andar vigilante. Demorei algum tempo a fazer o exame, não só porque era a minha primeira mamografia (até então, só fazia eco mamária), mas também porque estava cheia de medo.

O medo, tal como a morte, é estúpido, não é?

Quanto à minha dieta, lá vai indo. E vai indo bem. Cheguei à conclusão de que só conseguirei obter resultados se não for equilibrada. Digam-me qual é o crime de comer um códrado de chocolate preto?! Nenhum! Tem pouquíssimas calorias! Mas, na verdade, eu sei que se comer o dito códradinho, há a forte probabilidade de comer a tablete toda. E depois... o sentimento do costume: perdida por cem, perdida por mil e aqui vou eeeeuuu...

Optei por:

- beber leite (magro) com café e torrada ou pão com manteiga (o pão é de centeio ou cereais, a manteiga é light) ao pequeno-almoço;

- uma peça de fruta e, se for muito difícil aguentar, um iogurte* também, a meio da manhã;

- um pouco de carne/peixe com um pouco de arroz ou massa ou batata e muita salada e/ou legumes ao almoço (de preferência, cozido, grelhado... mas se for um panado, por exemplo, como na mesma, não tenho possibilidade de grandes esquisitices...);

- leite ou iogurte e três bolachas torradas/maria/de água e sal (se continuar com fome, como uma peça de fruta), ao lanche;

- sopa e uma peça de fruta (se me deitar tarde, tomo leite ou bebo um iogurte).

De vez em quando, talvez troque o pão ou as bolachas por cereais, ou a fruta da noite por uma gelatina*...

Acho que é realista e vai de encontro aos meus gostos pessoais (por exemplo, nada me dá mais prazer e aconchego do que beber um leitinho quentinho ou café** à noite... fico tão calminha, tão boa pessoa!)

Tentarei beber mais água e chá... e calcorrear mais vezes a minha passadeira. Tentarei.

Est post já está enjoativo de tão longo. Não sei como tive paciência para tanta diarreia verbal....

* quanto aos iogurtes e à gelatina... compro os mais baratos que há no mercado, queridas amigas. Não invisto em produtos light, a não ser na manteiga e no leite (neste caso, magro) por uma questão de gosto, não de calorias. Prefiro açúcar a edulcorantes! Aliás, nem uso açúcar para adoçar nada.Quanto aos iogurtes, que se lixe, quero lá saber. Não é por 50 calorias a mais ou menos que vou perder ou ganhar peso. Desde que não desate a comer iogurtes como uma doida... (not)

** Posso beber café à vontade que durmo na mesma... e até me acalma!

 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Bolacha amarga

Se trabalho muito?
Sim, há dias em que trabalho umas 12 horas (fora de casa, entenda-se).

Se posso aprender a parar e a impor limites na minha vida profissional, porque a família é que é importante?
Ena, pá! Não tinha pensado nisso!! É claro que posso!!!! Mas é que é mesmo super-fácil! Eu é que sou uma idiota que adora trabalhar como uma doida!!! Pá, brigadinha pelo conselho, a sério!!!

Se tenho marido que partilhe comigo as tarefas domésticas e familiares?
NÃO! O gajo está mais vezes em Lisboa do que em casa. Se calhar também é um idiota que adora trabalhar como um doido e deixa a família, coitadinha, ao deus-dará, e ele anda na ramboiada sempre a trabalhar e em reuniões sucessivas! Que maluco!

Se me apetece chorar sempre que alguém me diz que tenho apenas de me organizar e gerir melhor o meu tempo para não me sentir tão sufocada?
Sim, claro. É como dizer ao coxo: "ó estúpido, corre mais depressa!"


Se isto é apenas um dia mau e estou com uma telha desgraçada?
Não, não é. É produto de uma reflexão lúcida e continuada.

Se estou deprimida e triste?
Não, estou cheia de fome, de trabalho e de dores nas costas, mas deprimida e triste, não.

Se estou chata?
Não, já fui mais, agora estou mais redondinha, sobretudo na anca e nas coxas.

Se estou com raiva e mágoa?
Ah, isso sim, e tenho de as deitar cá para fora! É a minha filosofia!

Se me apetece partir a cara a quem tem inveja de mim e da minha família?
Não, apetece-me antes esborrachar o fígado e o intestino. Depois até dava para fazer rissóis. Com um arrozinho de tomate deve ser bom... Mas a verdade é que quem trabalha, merece ser recompensado. E não chegamos, eu e o Zé Biscoito, aonde chegamos por sorte ou cunhas. Foi mesmo por muito, muito, muito trabalho, muito trabalho. E talento, já agora. Pimba, bem feito!

Se já está na hora de ir almoçar?
Está e é o que eu vou fazer. E vou comer batatas fritas.

domingo, 31 de outubro de 2010

O melhor da festa... é a preparação da festa!

http://clubpenguinfubazada.blogspot.com
Para agora... tenho o meu vampiro a tomar banho e duas bruxinhas aos berros e em plena correria.

Esta gótica ou zombie (ainda não decidi) está a pôr a correspondência profissional em dia; a dar uma vista de olhos aos blogues (os vossos); a fazer a lista de compras para a festa (coisitas que ainda faltam).

De tarde: decorações e preparação de uma brincadeira (moderamente) assustadora para fazer com as crianças. Talvez seja um teatrinho feito pelo Zé Biscoito e por outro biscoito, nosso querido amigo. Depois improvisamos no calor do momento...

Até breve... e um grande AH! AH! AH! para todas!

sábado, 23 de outubro de 2010

Haja festa!

Com o IVA a 23% eu quero mesmo é espantar os maus espíritos!

Vou fazer uma festinha das bruxas cá em casa, no próximo sábado à noite. Faço todos os anos, desde que me lembro, no tempo em que ainda não se vendiam velas em forma de abóbora e em que a febre dos vampiros ainda não tinha atacado.

Não tem rigorosamente nada a ver com a nossa cultura, mas confesso que qualquer festa temática me agrada, pelo prazer que me dá na decoração da casa, nas receitas especiais, na apresentação da mesa e até nos convites e surpresas.

Já fizemos (eu e as bombocas) fantasminhas e duas múmias. Este fds vou ver se conseguimos adiantar mais uns detalhes decorativos: morcegos, abóboras... e ainda queria pensar nos materiais para fazer um castelo assombrado. Os meus delírios inclinam-se para um castelo em 3D, mas a falta de tempo vai empurrar-me, de certeza, para um projeto em 2D. Se não for mesmo em 0D, que é o mais provável...

A próxima festa será a do S. Martinho. Eu e o Zé Biscoito já nos vestimos, uma vez, de castanha e S. Martinho, respetivamente. Eu estava grávida, na altura, e fui uma castanha assaz rotunda e pesada... Este ano, com um bocado de sorte, visto as bombocas de castanhas... ou talvez pinte umas castanhinhas nas bochechas... Bem, pelo menos castanhas assadas não irão faltar, minha gente!

Enquanto eu por cá andar e tiver saúde (ena, ena, pareço a minha avó a falaaaaar!), vou sempre aproveitar para fazer festas e andar em festa. Quero encher a minha casa de gargalhadas e boa disposição.

É o que eu levo desta vida.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Olhem só o que eu tive!

 A minha querida Alexandra ofereceu-me mais um selinho. Começo a sentir-me mal, porque nunca lhe dei nada, caramba!! Um dia destes vou ali aos correios... cala-te, não comeces.
Alexandra, desculpa, mas estes dias não têm sido fáceis e nem sempre consigo ter a comunicação em dia.
De qualquer forma, respondo ao desafio, pelo que terei de responder às questões levantadas no selinho:
Partidas que me fazem feliz: quando saio de casa ou do trabalho para ir buscar as minhas bombocas. As saudades fazem-me voar!

Chegadas que me fazem feliz: quando o Zé Biscoito chega de Lisboa... e, neste momento, ainda não chegou...
Quanto a passar o desafio a outras meninas, desculpem-me, mas não consigo passar a ninguém em especial, porque todas são especiais! Continuo a quebrar estas cadeias de amizade... a culpa é do meu ascendente em Balança, de certezinha!

domingo, 10 de outubro de 2010

Vamos lá pôr a conversa em dia

Boa tarde, mulheres lindas e boas!

Acabei de visitar os vossos blogues, mas não vou ainda responder, pois tenho questões atrasadas e que merecem agora a minha atenção. Só espero que a Carla esteja melhor da sua mononucleose infeciosa - não é nada de especial, mas há que ter cuidado e assistência médica, claro.

Esperem pela minha visita, ok?

Bem, penso que todas compreenderam bem o que quis dizer no post anterior, mas soube-me bem na mesma a vossa preocupação. Não deixem de o fazer, porque eu falo muito, mas faço o mesmo aos outros!

Querida Betterme, não és nada, mesmo nada chata, e acredita que apreciei o teu carinho! Apenas queria explicar estas minhas crises emocionais - felizmente, costumam ser rápidas e têm o poder de me purificar e equilibrar. Em geral, não costumam ser graves e, mesmo aí, eu brinco comigo e com elas. É uma forma de estar. Afinal, a vida é tão breve e o fim pode vir tão súbita e imprevisivelmente que convém mesmo rir com tudo e de tudo. Mesmo de nós e das nossas "coisices".

Relativamente às sugestões para novas cantigas em família, aprecio muito o Senhor de Matosinhos proposto pela Alexandra, e gosto muito daquela parte em que dizemos "... Boua Huooooooooora!" Ora, experimentem lá agora - "Ó Senhuara da Boua Huooooooora!!!!" (quando dizemos "Huooooooo...", temos de esganiçar muito, mas mesmo muito).

A Isa propôs "Só gosto de ti, porquê não seeeeeei, mas estou bem assim e tu tambéeeeeeem!" É verdade e nós adoramos! Os Heróis do Mar fizeram esta canção a pensar na mimalhice entre mães e filhos, é o que eu acho.

Enfim, estou a ver que os nossos gostos musicais confluem em bom gosto e fina erudição. Ah, pois é!

Para finalizar, não, não sou assim tão redonda. E confesso que gosto mais assim de mim do que quando pesava 50 kg (tenho 1,68). Contudo, tenho uma bunda, uma anca e umas coxas um pouco extraterráqueas. Ou seja, eu como e o que eu como vai tuuuuudo direitinho para as coxas, para as ancas e para o rabiosque. Mulher-pêra, mulher-portuguesa, mulher-mãe, certo?

Além de mais, e MUITO PIOR DO QUE A MINHA APARÊNCIA OU PESO, eu tenho distúrbios alimentares verdadeiramente espantosos! Um dia, eu conto, para quem não souber. Um dia, eu conto. Conto o que é, conto o que se sofre, e posso contar também algumas das minhas ramboiadas. Também é uma faceta minha bastante alienígena. 

Agora, vou mudar de post, que este já está muito chato.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sobre a minha tristeza

Antes de mais, quero agradecer a todas as que me deram empurrões de mimo, carinho e ânimo.
De coração, digo-vos: obrigada.

Mas eu estou bem, sabem? A sério. O facto de eu estar triste, não significa que eu seja triste, são realidades diferentes. Não estou doente e não me sinto deprimida. Simplesmente, esta é a minha maneira de ser, e que tenho aprimorado com o tempo e com as experiências de vida - gosto de sentir tudo e de todas as maneiras. Ou, se não gosto, tento não fugir das sensações e das emoções menos boas. Aliás, faço minhas as palavras de Álvaro de Campos, um dos heterónimos de F. Pessoa: "Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. /
Sentir tudo de todas as maneiras" 


Somo seres emocionais. A nossa riqueza sensitiva permite-nos experimentar uma vasta gama de emoções, incluindo as que são menos agradáveis, tais como a tristeza, o ciúme, a inveja, a raiva. Não podemos fazer de conta que não as sentimos, temos de vivê-las e de aprender com elas a conhecer-nos. Eu sei que estamos numa sociedade que valoriza o prazer, a comodidade... Obviamente que todos nós buscamos a felicidade e o bem estar, mas nunca poderemos evitar a morte, a injustiça, o egoísmo e a indiferença dos outros e tantas situações que nos trazem sofrimento. Por isso, eu defendo a ideia de que, se estamos tristes, devemos sentir essa tristeza; se sentimos raiva e mágoa, temos de expressá-las; se temos inveja ou ciúmes, não faz mal, é humano, basta tentar compreender porquê... Tentar reagir às emoções desagradáveis, muitas vezes, é uma forma de fugir ou de as entranhar ainda mais. É que elas não vão embora assim de repente, ficam  mas é lá no fundo, bem agarradinhas... Julgamos que foram embora, que não! que não estou nada desanimada, deixa-me lá ir à luta!, isto não é nada e a vida continua... Mas, na maior parte das vezes, eu verifico que a dor continua escondida e a fazer estragos maiores do que se tivesse saído no momento certo.

Atenção que eu não defendo que não se reaja em determinadas situações. Por exemplo, quando a tristeza dá lugar à depressão; quando a raiva é incontrolável e violenta; quando a inveja nos faz ser azedos e destrutivos... e por aí fora...
Ufa, acho que consegui dizer tudo. Será que consegui explicar-me bem?!

Não existe ninguém que esteja sempre feliz e bem disposto. Eu preciso da minha melancolia, eu preciso dos meus ímpetos de mau génio para passar, novamente, à alegria e à boa disposição. A melancolia ajuda-me a serenar o espírito e a ver melhor, quando as águas estão turvas; os acessos tempestivos de mau génio são purificadores e desintoxicantes.
Isto para não falar dos meus ataques de idiotice filosófica - será que alguém está a perceber alguma coisa?


Eu estou bem, gente, não se preocupem. Inclusivamente, eu e as bombocas fartamo-nos de cantar hoje, às 6h50 da manhã, a "Ó Laurindinha, fecha a janela". Experimentem!! É ótimo!!!! Usem uma voz fininha, soltem os pulmões e cantem: "Ó Laurindiiiiiiinha, fech'áááá janeeeeeela..." O Zé Biscoito está em Lisboa e não temos vizinhos, ceeeerto?


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Parte 2


A tristeza é um sentimento bom. Não dá prazer, traz-nos sofrimento, é certo, mas permite-nos parar, pensar e acalmar um pouco as nossas pequenas e ridículas ansiedades.

Vai dormir, Maria Bolacha. Leva a tristeza contigo e deixa-a entrar nos teus sonhos.

Amanhã é outro dia.

Hoje, pesei-me...

... e o resultado era o que eu esperava.

De momento, não estou a fazer dieta, reeducação alimentar ou o que quer que se seja. Saboreio cada minuto com prazer e intensidade e gosto de mim como sou e como estou.

Quando voltar a ficar lúcida, eu penso no assunto.